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Ansiedade e Depressão disparam no INSS: por que tantos benefícios são NEGADOS mesmo com direito?

  • ribeirotorbes
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

Você sabia que apenas em 2025 mais de meio milhão de brasileiros foram afastados do trabalho por ansiedade e depressão?Não estamos falando de estatísticas frias. Estamos falando de pessoas reais: pais, mães, trabalhadores e trabalhadoras que chegaram ao limite emocional.

A grande pergunta que surge é inevitável:“Se isso acontecer comigo, o INSS vai realmente me proteger?”

Na prática, a resposta assusta. Muitas pessoas têm direito ao benefício, mas recebem uma negativa.E isso não acontece porque estão fingindo ou exagerando. O problema está, quase sempre, na forma como o INSS avalia esses casos e na maneira como o segurado se apresenta à perícia.

Neste artigo, eu vou te explicar de forma clara e objetiva:

  • Quando ansiedade e depressão realmente geram direito ao benefício

  • Por que tantos pedidos são negados

  • O que o INSS e a Justiça consideram como prova válida

  • Como evitar erros que levam a negativas injustas


Ansiedade e depressão se tornaram uma das maiores causas de incapacidade no Brasil

Os dados de 2025 revelam um cenário preocupante:

  • 166 mil afastamentos por transtornos ansiosos

  • 126 mil afastamentos por episódios depressivos

  • Crescimento superior a 15% em relação ao ano anterior

Isso mostra algo muito claro: as doenças mentais estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no país.

Apesar disso, o sistema previdenciário ainda não está preparado para lidar com esse tipo de adoecimento.O sofrimento mental segue sendo tratado como algo subjetivo, difícil de comprovar e, muitas vezes, minimizado.

É nesse ponto que começam os indeferimentos.


O INSS não nega o benefício porque você tem ansiedade ou depressão

Esse é um dos maiores equívocos que precisam ser corrigidos.

O INSS não nega o benefício simplesmente porque o segurado tem ansiedade ou depressão.O indeferimento ocorre porque o perito não conseguiu identificar incapacidade para o trabalho naquele caso específico.

Aqui está o ponto-chave.

Incapacidade não é sentir tristeza ou angústia

Para o INSS, incapacidade significa:

  • Não conseguir manter regularidade no trabalho

  • Dificuldade de concentração, equilíbrio emocional e produtividade

  • Incapacidade de sustentar a rotina profissional

Se esses elementos não estiverem bem demonstrados, o pedido será negado, mesmo que a pessoa esteja doente.


O erro mais comum: documentação médica fraca ou mal elaborada

Na prática, muitos segurados chegam à perícia com:

  • Um atestado simples

  • Um diagnóstico genérico

  • Nenhum histórico clínico

  • Nenhuma explicação sobre o impacto da doença na vida profissional

O resultado costuma ser sempre o mesmo:“Indeferido por ausência de incapacidade laboral”.

O impacto emocional disso é devastador. A pessoa sai da perícia se sentindo desacreditada, como se estivesse mentindo ou exagerando.

Mas o problema não está na doença.O problema está na falta de prova técnica adequada.


Ansiedade e depressão só se comprovam com histórico clínico consistente

Diferente de doenças físicas, transtornos mentais não aparecem em exames de imagem ou laboratoriais.

Eles se comprovam ao longo do tempo, por meio de um conjunto de informações clínicas, como:

  • Frequência e intensidade dos sintomas

  • Crises recorrentes

  • Tentativas de tratamento

  • Uso contínuo de medicamentos

  • Troca de medicações ao longo do tempo

  • Tentativas frustradas de retorno ao trabalho

  • Afastamentos anteriores

  • Relatórios médicos detalhados sobre limitações funcionais

O benefício não é destinado a quem está apenas passando por um momento difícil, mas sim a quem não consegue manter sua rotina de trabalho de forma contínua.

E isso precisa estar claramente documentado.


Sem histórico, a doença vira opinião. Com histórico, vira prova.

Esse é um dos pontos mais importantes de todo o processo.

Quando o segurado apresenta apenas um atestado recente dizendo:“Paciente com depressão. Sugiro afastamento por 60 dias”, o perito tende a enxergar aquilo como algo pontual e passageiro.

Por outro lado, quando há:

  • Meses ou anos de acompanhamento médico

  • Prontuário clínico organizado

  • Relatórios que descrevem dificuldades reais no trabalho

  • Histórico de crises, recaídas e tratamentos

O cenário muda completamente.

O perito deixa de enxergar um episódio isolado e passa a identificar uma condição incapacitante contínua.

É exatamente isso que o INSS avalia: se a doença tem impacto duradouro na capacidade de trabalho.


O INSS negou o benefício? Isso não significa que você não tem direito

Existe uma ideia equivocada muito difundida:“Se o INSS negou, é porque não há direito”.

Isso não é verdade.

O sistema previdenciário está sobrecarregado, as perícias são rápidas e muitas vezes superficiais, especialmente em casos de transtornos mentais.

No Judiciário, a análise costuma ser mais profunda

Na via judicial, o perito normalmente:

  • Analisa o caso com mais tempo

  • Escuta o segurado

  • Avalia o contexto completo da doença

Por isso, é comum que pessoas que receberam negativa administrativa consigam o benefício na Justiça.

Importante destacar: não existe causa ganha.Mas existe técnica, estratégia e possibilidade real de reversão quando o direito existe.


Mulheres são as mais impactadas pelos transtornos mentais

Os dados mostram que a maioria dos afastamentos por ansiedade e depressão ocorre entre mulheres.

Isso não acontece por acaso.

Mulheres acumulam múltiplas jornadas: trabalho formal, responsabilidades domésticas, cuidado com filhos e familiares, além de uma carga emocional intensa.

O corpo até resiste por um tempo, mas a mente acaba cobrando.

Mesmo assim, o sistema ainda tende a tratar esse adoecimento como fragilidade, o que agrava ainda mais a injustiça.


O maior erro: ir para a perícia esperando empatia

O INSS não funciona com base em empatia.Ele funciona de forma técnica, documental e objetiva.

Não basta dizer “não estou bem”.Se a incapacidade não estiver comprovada nos documentos, a negativa é praticamente certa.

Quando a pessoa não entende isso, sofre duas vezes: pela doença e pela negativa.

O erro não é pedir o benefício.O erro é pedir sem preparo.


Perguntas frequentes sobre ansiedade e depressão no INSS

Ansiedade e depressão dão direito a benefício do INSS?Sim, desde que gerem incapacidade para o trabalho, devidamente comprovada.

Um atestado médico simples é suficiente?Na maioria dos casos, não. O histórico clínico é essencial.

Se o INSS negou, ainda posso recorrer?Sim. É possível recorrer administrativamente ou buscar a via judicial.


Conclusão: informação correta protege direitos

Ansiedade e depressão não são fraquezas. São doenças reais, invisíveis e profundamente incapacitantes.

Ninguém escolhe adoecer.E ninguém deveria ser penalizado por isso.

O direito previdenciário existe para proteger quem não consegue mais se proteger sozinho.Com informação correta, estratégia e documentação adequada, é possível evitar negativas injustas.


Se você enfrenta ansiedade ou depressão e teve o benefício negado, procure um advogado previdenciário especializado.Uma análise técnica pode fazer toda a diferença entre uma negativa injusta e a proteção que a lei garante.

Informação protege.Estratégia evita erros.Você não precisa enfrentar o INSS sozinho.

 
 
 

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