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Perícia do INSS: As 3 Palavras Que Podem Fazer Você Perder o Benefício

  • ribeirotorbes
  • 25 de fev.
  • 4 min de leitura

Você já viu alguém com dores intensas, limitações reais, sem conseguir trabalhar, sair da perícia do INSS com o benefício negado em poucos minutos?

Isso acontece todos os dias.

E, na maioria das vezes, o problema não está apenas na doença. Está na forma como a pessoa se comunica durante a perícia médica do INSS.

Neste artigo, eu vou te explicar, como advogado previdenciário especialista, o que realmente importa na perícia, quais erros devem ser evitados e quais são as três frases que podem comprometer seu pedido de auxílio-doença ou benefício por incapacidade.

Se você tem perícia marcada ou já teve o benefício negado, este conteúdo pode mudar a forma como você encara esse momento.

Como Funciona a Perícia Médica do INSS

A perícia médica do INSS é a etapa em que o segurado precisa comprovar que está incapacitado para o trabalho.

E aqui está o ponto mais importante:O INSS não concede benefício apenas porque existe uma doença. Ele concede benefício quando existe incapacidade para o trabalho.

Essa diferença é técnica, mas decisiva.

Doença não é o mesmo que incapacidade

Ter uma doença não significa, automaticamente, ter direito ao benefício.

Exemplo simples:

  • Ter diabetes é uma doença.

  • Não conseguir enxergar o suficiente para dirigir caminhão por causa da diabetes é incapacidade.

Percebe a diferença?

O perito avalia se a sua condição impede o exercício da sua atividade profissional habitual.

Se essa conexão não fica clara, o benefício pode ser negado.

O Erro Mais Comum na Perícia do INSS

O erro mais frequente é falar apenas sobre o diagnóstico e não sobre as limitações funcionais.

Muitos segurados chegam na perícia e dizem:

“Eu tenho hérnia de disco.”

Para o perito, isso não é suficiente. Milhares de pessoas têm hérnia de disco e continuam trabalhando.

O que deveria ser dito é algo como:

“Por causa da dor na coluna, não consigo ficar sentado mais de 15 minutos, perco força na perna esquerda e não consigo operar a máquina no meu serviço.”

Veja a diferença.

Você precisa demonstrar:

  • Qual é sua profissão

  • Quais tarefas você executa

  • O que exatamente você não consegue mais fazer

  • Como a dor ou limitação interfere no trabalho

A perícia é técnica. A sua explicação também precisa ser.

Quais Documentos Levar para a Perícia do INSS

Outro fator determinante é a documentação.

O perito não decide com base em “achismo”. Ele precisa de provas.

Leve sempre:

  • Documento de identificação (RG e CPF)

  • Carteira de trabalho, se for o caso

  • Relatórios médicos atualizados

  • Exames recentes

  • Receitas e laudos complementares

O que não pode faltar no relatório médico

Peça ao seu médico que inclua:

  • Diagnóstico com CID

  • Descrição das limitações funcionais

  • Tempo estimado de afastamento

  • Assinatura e carimbo com CRM

Relatório médico que só informa o CID é fraco.Relatório que descreve limitações e incapacidade é forte.

Essa diferença pode definir o resultado da perícia.

A Importância da Honestidade na Perícia

Muitas pessoas acreditam que precisam exagerar para convencer o perito.

Isso é um erro grave.

O perito é treinado para identificar contradições. Se você afirma que não consegue andar, mas chega normalmente à sala de atendimento, isso pode comprometer toda a análise.

Por outro lado, também não tente minimizar a dor por educação ou vergonha.

Se dói para subir escadas, diga que dói.Se precisa de pausas frequentes, explique isso.Se depende de ajuda, informe.

A perícia exige clareza e coerência.

As 3 Palavras Que Podem Levar à Negativa do Benefício

Agora vamos ao ponto crítico.

Existem três frases que, usadas de forma descuidada, podem prejudicar sua avaliação.

1. “Estou bem” ou “Estou melhor”

Quando o perito pergunta como você está e você responde “estou bem”, por educação, isso pode ser interpretado como ausência de incapacidade atual.

Se ainda há limitação, explique de forma objetiva:

“Estou em tratamento, mas continuo com dor intensa e dificuldade para exercer minha função.”

2. “Faço tudo em casa”

Essa frase pode ser entendida como capacidade funcional plena.

Se você realiza atividades domésticas com dor, pausas e dificuldade, diga isso claramente:

“Faço o básico, com muita dor e intervalos frequentes.”

Atividades domésticas leves não equivalem a jornada de trabalho formal, mas essa diferença precisa ser explicada.

3. “Quero voltar a trabalhar logo”

É natural querer retomar a vida normal.

No entanto, se você declara que quer voltar logo, pode transmitir a ideia de que já se sente apto.

O ideal é demonstrar que deseja se recuperar, mas que, no momento, ainda não possui condições de exercer suas atividades.

O Que Fazer Se o Benefício For Negado

Se você recebeu um indeferimento do INSS, não significa que seu direito não exista.

É possível:

  • Apresentar recurso administrativo

  • Solicitar nova perícia

  • Ingressar com ação judicial

Muitos benefícios são concedidos judicialmente após negativa administrativa.

Cada caso precisa ser analisado de forma técnica e individualizada.

Perguntas Frequentes Sobre Perícia do INSS

O perito pode negar o benefício mesmo com laudo médico?

Sim. O perito do INSS tem autonomia técnica para formar sua própria conclusão. Por isso, a forma como a incapacidade é demonstrada faz diferença.

Posso levar acompanhante na perícia?

Em regra, não é permitido que o acompanhante entre na sala, salvo situações específicas que justifiquem.

Quanto tempo demora o resultado da perícia?

O resultado costuma ser disponibilizado pelo Meu INSS em poucos dias, mas o prazo pode variar.

Se eu trabalhar durante o benefício, posso perder o direito?

Sim. O exercício de atividade remunerada pode indicar capacidade laboral e levar à cessação do benefício.

Conclusão: Perícia do INSS Não É Sorte, É Preparação

Passar na perícia do INSS não depende apenas da gravidade da doença.

Depende de:

  • Demonstrar incapacidade para o trabalho

  • Levar documentação adequada

  • Comunicar suas limitações com clareza

  • Evitar frases que possam ser mal interpretadas

Informação correta evita prejuízos financeiros e emocionais.

Se você tem uma perícia marcada ou teve benefício negado, procure orientação especializada.

Fale com um advogado previdenciário especializado e descubra qual é a melhor estratégia para proteger o seu direito.

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