9 Doenças que Mais Levam à Aposentadoria no INSS (Na Prática)
- ribeirotorbes
- há 2 dias
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Muitas pessoas acreditam que existem doenças que aposentam automaticamente pelo INSS. Talvez você já tenha ouvido frases como:
“Essa doença aposenta na hora.”
Mas é preciso tomar muito cuidado com essa ideia.
A verdade é que o INSS não concede aposentadoria apenas pelo nome da doença. O que realmente é analisado na perícia médica é a incapacidade para o trabalho.
Isso significa que duas pessoas com a mesma doença podem ter decisões completamente diferentes no INSS.
Neste artigo, você vai entender:
Quais são os grupos de doenças que mais levam à aposentadoria por incapacidade permanente
O que realmente pesa na perícia médica do INSS
O erro que faz muitas pessoas perderem o benefício mesmo estando doentes
O INSS Não Aposenta Pela Doença
Esse é o primeiro ponto que precisa ficar muito claro.
O INSS avalia três fatores principais:
✔️ Capacidade de trabalho✔️ Profissão exercida✔️ Limitações funcionais causadas pela doença
Ou seja, não basta ter um diagnóstico médico.
É preciso comprovar que a doença impede de forma permanente o exercício da atividade profissional.
Por exemplo:
Um motorista de ônibus e um cobrador podem ter a mesma doença, mas o motorista pode ter mais dificuldade de continuar trabalhando por causa do risco da atividade e da exigência física.
É exatamente esse tipo de análise que acontece na perícia do INSS.
9 Grupos de Doenças que Mais Levam à Aposentadoria
Com base na prática de perícias médicas e na experiência de acompanhamento de processos previdenciários, existem alguns grupos de doenças que aparecem com mais frequência em aposentadorias por incapacidade permanente.
Veja quais são.
1️⃣ Transtornos Psiquiátricos Graves
As doenças psiquiátricas estão entre as principais causas de afastamentos prolongados no Brasil.
Entre as mais comuns estão:
Depressão grave e resistente
Transtorno bipolar com crises frequentes
Esquizofrenia
Transtornos psicóticos
Em muitos casos, o segurado passa por diversos períodos de auxílio-doença, até que a incapacidade se torna permanente.
Fatores que pesam na perícia:
Internações psiquiátricas
Uso contínuo de medicamentos
Falha no tratamento
Incapacidade de manter rotina de trabalho
2️⃣ Cardiopatias Graves
As doenças cardíacas também estão entre as que mais levam à aposentadoria.
Exemplos:
Insuficiência cardíaca avançada
Doença coronariana grave
Limitações após infarto
Um dos fatores mais analisados é a limitação ao esforço físico.
Pessoas que não conseguem caminhar pequenas distâncias ou realizar atividades simples sem falta de ar podem ter incapacidade permanente reconhecida.
3️⃣ Doenças Neurológicas com Sequelas
Algumas doenças neurológicas podem deixar sequelas permanentes que impedem o retorno ao trabalho.
Entre elas:
AVC com sequelas motoras
Parkinson avançado
Esclerose múltipla
Epilepsia refratária
Nestes casos, a perícia costuma avaliar:
Déficit motor
Limitações cognitivas
Dificuldade de locomoção
Dependência de terceiros
4️⃣ Problemas Ortopédicos Graves
Problemas na coluna estão entre as principais causas de afastamento no INSS.
Exemplos comuns:
Hérnia de disco
Artrose avançada
Lesões graves na coluna
Limitações articulares severas
Mas existe um detalhe muito importante:
Dor sozinha não aposenta.
O que o INSS analisa é a perda de mobilidade e funcionalidade.
Principalmente em profissões que exigem esforço físico.
5️⃣ Doenças Autoimunes Graves
Algumas doenças autoimunes podem gerar incapacidade significativa.
Entre as mais comuns:
Lúpus sistêmico
Artrite reumatoide severa
Vasculites
Essas doenças costumam apresentar:
Evolução imprevisível
Crises frequentes
Comprometimento sistêmico
Uso contínuo de medicamentos fortes
Quando há agravamento progressivo, a chance de aposentadoria aumenta.
6️⃣ Câncer em Estágio Avançado
Existe um mito muito comum sobre o câncer.
Muita gente acredita que câncer gera aposentadoria automática.
Mas isso não é verdade.
O que o INSS avalia é:
Metástase
Sequelas permanentes
Limitação funcional após tratamento
Em muitos casos o benefício começa como auxílio-doença e pode evoluir para aposentadoria dependendo da evolução da doença.
7️⃣ Doenças Pulmonares Graves
Entre as doenças pulmonares que mais levam à incapacidade estão:
DPOC avançado
Fibrose pulmonar
Doenças respiratórias com dependência de oxigênio
Quando a pessoa apresenta dispneia intensa mesmo em pequenos esforços, o trabalho pode se tornar impossível.
8️⃣ Insuficiência Renal Crônica
Pessoas que precisam realizar hemodiálise frequente enfrentam grandes limitações.
A rotina de tratamento, o desgaste físico e as restrições médicas costumam impedir atividades profissionais regulares.
Por isso, muitos casos acabam evoluindo para aposentadoria por incapacidade permanente.
9️⃣ Doenças Degenerativas Progressivas
Essas são doenças que pioram ao longo do tempo.
Entre os exemplos:
Doenças neuromusculares
Doenças degenerativas do sistema nervoso
Síndromes progressivas incapacitantes
Quando a evolução da doença é comprovada e documentada, a perícia tende a reconhecer incapacidade definitiva.
O Erro Que Faz Muitas Pessoas Perderem o Benefício
Existe um erro muito comum nas perícias do INSS.
E ele não tem relação com a doença.
Tem relação com o discurso do segurado durante a perícia.
Frases como:
“Às vezes eu consigo trabalhar.”
“Tem dias que melhora.”
“Eu tento fazer alguma coisa.”
Podem ser interpretadas como capacidade laboral.
Isso pode levar o perito a concluir que a pessoa ainda tem condições de trabalhar.
Por isso é fundamental relatar a situação com clareza.
Sem exagerar.Sem mentir.Mas também sem minimizar as limitações reais.
Informação é Proteção
Milhares de pessoas têm benefícios negados todos os anos por falta de orientação adequada.
Entender como funciona a perícia médica do INSS pode fazer toda a diferença.
Quanto mais informação você tiver, maiores serão as chances de evitar erros e proteger seus direitos.
Se você quer entender melhor esse assunto e conhecer em detalhes as 9 doenças que mais levam à aposentadoria na prática, vale a pena assistir ao vídeo completo sobre o tema.


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